Não me lembro de mais nada. Acordei deitado na cama, com a roupa vestida, alagado em suor e com a sensação de que algo de muito estranho acontecera naquela noite. E para não variar, foi no duche que as peças do puzzle se começaram a encaixar - tu estiveras lá. Tu passaras por mim na rua. Tu que me havias seguido para aquela viela. Tu que escutaras os meus gritos abafados pelas árvores daquele jardim. Tu que pararas o baloiço que eu deixei agoniado naquele parque infantil. Tu que conseguiste entender a minha fúria para com o mundo naquela altura em que as centenas de pontos de luz, desenhados por mim no céu, se apagaram. Tu, só tu.
Tu que estiveras sempre presente, na minha ausência.
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