quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Palavras, palavras, palavras.

"Não! Chegou a hora. As palavras deixaram de ser balões de água, deixaram de ser o maná. Não voltarei mais a atirá-las mortiças contra a parede da vida, não mais as estrangularei até lhes sugar todo o néctar lacrimejante que me saciava a fome de cultura. Basta de assassinar sinais de pontuação. Basta de pontapear a gramática, qual "Pessoa" enfurecido que é e não é ao mesmo tempo. Deixarei de 'escrever por escrever', e sei que chegou a altura de as juntar naquela preciosa e moribunda garrafa e lançá-las na maré ainda vaza da mente."


27 de Outubro de 2007

1 comentário:

Anónimo disse...

Assim até és cada vez mais tu. Quanto mais palavras, quanto mais certas forem as palavras, quanto mais especiais forem as palavras, mais a tua essência existe, mais tu te transformas em ti próprio.

Always here ;)

Ricardo Lima