segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Outro jardim, lúgubre.


És o presente, és o agora.
És o porto seguro onde me abarco,
E rebato em ti, nefasto
Caravela seduzida pelo abismo dos sentidos.
E não existirá hora da partida,
Enquanto partir e levar a minha alma junto da tua,
Âmago fora.

2 comentários:

Janine disse...

Já me chamaram Porto de Abrigo. Confesso que uma das coisas que mais me faz feliz é ser (um) teu Porto de Abrigo. Sabes que estou aqui e estarei, para ti, sempre que pensares na rapariga do nome diferente e do cabelo despenteado.

Adoro-te*

Margarida disse...

Quem dera que não houvesse partida.
(Quem dera que não tivesse aparecido o autocarro.)

Teríamos ficado ali, eternos, sincronizando o (des)compasso do nosso batimento cardíaco. Os teus braços à minha volta, o teu queixo encostado à minha testa. E nem o vento que soprava nos levaria daquele momento.

Mas a vida não pode ser lamentar o passado mas sim construir o futuro.
Se eu te disser que o Crepúsculo é nosso, tu percebes, certo?
Termino (para a tua mãe não barafustar mais) com o óbvio:


ADORO-TE*