segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fado, em mim.


Cantai, ó almas ingratas!
Esculpi tons harmónicos,
Nas velas das vossas fragatas.


Aventurai-vos pela cordas vibrantes do destino. Senti o leme bem prostrado e o vento bater-vos nos cabelos. Não desistais à primeira onda de infortúnios. Não hesiteis à segunda. Confiai na volúpia do arco, confiai na audácia das trombetas e ousai cantar recordações. Não nasceis derrotados, cresceis derrotados, ou nem sequer tereis o prazer de morrer, derrotados ou não! Enquanto houver alma lusitana, não estareis sós. Respeitai o choro da nossa guitarra, atemporal. Temer, temei antes o seu silêncio. O instante é o momento, e o medo é o pesadelo do qual nós, herdeiros de Camões, já acordamos há muito tempo!

Esperança - o fado ainda é nosso.


r.

2 comentários:

Anónimo disse...

E assim se faz a mais bela música... com as mais belas belas palavras!

São 02h28 e o Sr. Lima interrompe os aborrecedores para procurar inspiração. Nada melhor do que mergulhar nos pensamentos do Sr. Leitão! Acredita que quando digo que me inpiras não estou a brincar irmão.

Desculpa a POBREZA das palavras, mas agora já são 02h31 e o sono já não me deixa pensar em condições. Mas mesmo assim todas e quaisquer palavras que eu possa aqui escrever não descrevem o que tão sublimemente sabes fazer... tocar nossos corações com tuas palavras!

Vou ficando por aqui com a promessa de que tentarei passar mais vezes.

Aquele abraço!


P.S.: O fado é e SEMPRE será NOSSO!


Lima =)

Anónimo disse...

*aborrecedores trabalhos