sábado, 23 de maio de 2009

(...) E aí tu chegas, olhas, mas não vês.



(...) E aí tu chegas, olhas, mas não vês.


Nunca verás o silêncio que deixei preso por um cordel àquela varanda oitocentista. Nunca verás o seu balançar ao vento, qual balão que uma criança nunca deixou fugir. Nunca verás o brilho nos olhos, que escondo por entre mãos atadas. Nunca verás o sorriso sincero, que eclipso no meio de prédios macambúzios. Nunca verás o meu toque, o meu chão, o meu âmago. E sabes porque nunca os verás?

Nunca os verás porque estão dentro de ti.

5 comentários:

Anónimo disse...

uauu, fantásticoo!

Silvana disse...

posso dizer que adorei o texto e a foto? *-* msm magnifico

qel disse...

maravilhoso.

Suse disse...

O teu discurso é intimidante pelo fascínio que desperta, mas é igualmente tão acessível... porque falas de todos nós.

Aquele sorriso de orgulho e o xi, daqueles.

P.S. Que rapaz bo-ni-to que tu nos saiste!

sympathy for the devil disse...

"(...) E aí tu chegas, olhas, mas não vês.
(...)
E sabes porque nunca os verás?
Nunca os verás porque estão dentro de ti."

Por nao vermos o nosso interior, precisamos sempre de alguém que nos mostre do que somos feitos :)
Gostei muito.
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